Saturday, March 24, 2012

Ana Maria e seu noivo

Para minha amada, Princesa Aninha, qui je vais aimer pour toujours.


Ana Maria era muito amiga de Júlia, a pastora de sua igreja, e frequentemente as duas conversavam. Agora, Ana Maria tinha um noivo que morava em outra cidade, e às vezes ela passava uns dias nessa outra cidade. Todos diziam que o noivado fazia bem à Ana Maria, que vivia mais calma e mais sorridente.

Um dia, quando a Ana Maria voltou de uma dessas viagens, a Júlia foi visitar a Ana Maria, e a encontrou pensativa, com um jeito meio envergonhado, e sentada em uma cadeira por cima de uma almofada.

- Oi Ana.
- Oi Júlia.
- Você está achando essa cadeira muito dura?

A Ana Maria colocou a mão na boca, com uma expressão de vergonha e um sorrisinho amarelo.

- Por causa dessa almofadinha?
- Sim, você acha a cadeira muito dura? Ou se machucou?
- Bom...

A Ana Maria pensou um pouco... e seu rosto ficou um pouco vermelho, encabulado. A donzela olhava para a pastora, pensando se contaria ou não a verdade. Resolveu falar, embora tivesse muita vergonha:

- É que, sabe, o meu noivo... sabe, ele...
- Ele fez o que, Ana?
- Ontem, quando eu estava na casa dele, ele me deu palmadas no bumbum...

Quando a Ana Maria terminou de falar, ficou ainda mais vermelha, com a mão na boca, e olhando para a pastora de lado, pensando no que a Júlia iria achar. A Júlia olhava espantada para a donzela, porque afinal ela era uma moça já bem grandinha para apanhar como criança.

- E então... vocês não são mais noivos?
- Não, ainda somos! Eu amo ele e ele me ama!
- Se é assim, por que ele te deu... palmadas?
- Porque ele me ama, justamente.
- Estranho...
- Bem, eu explico.

E a Ana Maria começou a contar como e porque o noivo dela lhe deu palmadas no bumbum. Foi assim:

“Você sabe, Júlia, que eu sempre tive umas ideias de suicídio. Acho que é influência dos livros que gosto de ler, a poesia e a prosa dos românticos do século XIX. Eles falavam muito da morte. Eu sempre gostei de brincar com isso. Às vezes eu até tentava me matar para tentar reviver as emoções que eu tinha com as leituras. Mas você deve se lembrar disso tudo, eu já comentei.

Bem, foi mais ou menos por isso que eu conheci meu noivo. Ele também gosta de romantismo e escritores clássicos. Nos conhecemos no Orkut, depois começamos a bater papo, aí fomos ficando cada vez mais íntimos... então, ele me convidou para visitá-lo na cidade dele e eu fui. E assim descobrimos que nos amamos e ficamos noivos.

Ele é um bom homem, é calmo e carinhoso, me faz me sentir querida e segura, seu abraço e seus beijos são gostosos, e suas carícias são maravilhosas... ele também se preocupa muito com o futuro e em como vamos viver depois do casamento, como organizaremos nossa vida, essas coisas... mas você já sabe disso, Júlia, o assunto aqui são as palmadas.

Eu me lembro como me senti na primeira vez que ele falou em me castigar. Nós falávamos muito sobre literatura romântica, como já disse, e sobre as heroínas trágicas do romantismo, donzelas que morriam sem amor por causa de obstáculos terríveis, muitas vezes sobrenaturais. A mensagem desses livros era simples: a vida só vale a pena com paixões poderosas e insanas, mas essas paixões sempre provocam alguma tragédia. Eu tinha lido um poema sobre uma donzela que morreu de tuberculose e seu noivo que se matou por causa disso. Eu conversei com ele sobre isso e perguntei se ele seria capaz de se matar se eu morresse.

Meu noivo me mandou calar, porque ele acha que desse tipo de coisa não se deve falar. Bem, ele primeiro pediu, mas eu teimei e aí ele mandou. Ele sabia que eu gostava de brinca de suicida, tinha tentado me matar antes e até já fiquei doente porque tomei uma vez remédios para morrer. Eu penso muito na morte e ele não gosta nada disso. Então, naquele dia eu falei da donzela que morreu antes de conhecer o amor e provocou o suicídio do noivo, e eu falei que achava aquilo lindo e pensei que isso poderia acontecer com a gente. Ele me disse, muito sério:

- Com a morte não se brinca, mocinha. Se eu ouvir você falar de novo nisso, te darei palmadas.

Eu normalmente acharia graça da ideia de levar palmadas, afinal eu não sou criança nem nada, mas meu noivo disse isso tão sério que fiquei com um pouco de medo.

- Está bem, meu bem. Não falo mais.
- Ótimo.
- Da próxima vez eu vou fazer.

Ele olhou bem bravo para mim, nunca tinha visto ele daquele jeito, e fiquei com mais medo ainda. Então falei, para acalmá-lo:

- Querido, você sabe que essas minhas tentativas de suicídio são todas fajutas...
- Eu sei, mas você pode acabar se machucando. E se acontecer um acidente? Você já ficou doente uma vez por causa de remédio que você tomou muito, não se lembra?

Você se lembra desse caso, Júlia? Foi quando eu tomava sonífero por causa de uma insônia. Um dia fiquei muito deprimida por causa de alguma bobagem de mocinha adolescente e tomei o vidro todo de comprimidos. Eu queria só dormir por muito, muito tempo, mas acabei doente de verdade. Tive que ir ao médico e fiquei um mês me tratando, porque fiquei com uma grande dor de cabeça e de estomago. O meu noivo também sabe disso e não quer que se repita.

Naquele dia não falamos mais nisso. Mas aconteceu dias depois que fiquei muito deprimida. Era a perspectiva do casamento próximo, a ideia de viver longe de meus pais e dos meus amigos, as dificuldades que teríamos que enfrentar só com o salário do meu noivo (pelo menos até eu me formar), a solidão que eu sentia na cidade dele, porque na cidade dele as pessoas são mais fechadas e não se comunicam, na cidade dele não se vê vida nas ruas, todo mundo só anda de carro e as crianças não brincam perto das casas, o clima lá também é muito seco e desagradável, tudo isso deprime a gente, até se acostumar a pessoa sofre. E aí, um dia, eu estava deprimida, tinha tido um sonho ruim, e pensei em morrer, em como seria bom morrer e deixar todos os problemas para lá... O meu noivo estava no trabalho e eu escrevi um e-mail para ele, falando em me matar. Eu dizia que era melhor eu morrer, que eu não aprenderia a ser uma dona de casa, que meu destino era morrer sem conhecer o amor, como a donzela do poema, e que isso era o melhor para ele também, porque ele poderia encontrar uma moça com mais juízo e menos tragédia e seria feliz com ela, e eu, eu seria só uma lembrança fugidia, uma sombra na cabeça dele, que de vez em quando o faria suspirar e pensar em como poderíamos ser felizes mas não seria verdade, a verdade é que seriamos infelizes juntos mas eu não poderia viver sem ele, seria infeliz sem ele também, então era melhor morrer e por isso eu iria me matar tomando remédio...

Eu realmente quis morrer. Mas você sabe, Júlia, eu nunca tento o suicídio para valer. Naquela vez que tomei muitas pilulas eu só queria mesmo dormir por vários dias, nas outras vezes me machuco, passo mal, mas não morro. E desta vez foi quase a mesma coisa. Eu sabia que se tomasse muitas pilulas poderia mesmo morrer, mas não tive coragem, eu fiquei só olhando o vidro na minha frente, pensando na morte, mas não tive coragem...

Foi quando meu noivo chegou apavorado. Ele saiu do trabalho e veio correndo para a casa, nem meia hora depois de eu ter mandado o e-mail. Ele estava com o e-mail dele aberto e leu na hora mesma que eu mandei. Ele chegou e correu para cima de mim com muito medo. me viu com o vidro de pilulas na mão e correu para cima de mim. Ele tomou o vidro e me perguntou se eu tinha tomado alguma.

- Você está bem? Está bem, querida? Você tomou alguma coisa? Você se sente bem?
- Sim, meu amor, estou bem, estou bem.
- Sim, você está bem, está bem, graças a Deus, está bem....

E ele me levou até a cama, eu pensei que ele ia me deitar lá mas não, ele se sentou na cama e me deitou de bruços no colo.

- Lembra do que eu disse que faria se você não largasse dessa brincadeira louca de querer morrer? Lembra?

Eu fiquei espantada, porque eu tinha dito para mim mesma que ele não iria fazer o que disse que faria, me dar palmadas. Então eu protestei.

- Querido, não faça isso, por favor, você me ama, não ama?
- Amo sim, muito, e por isso vou fazer isso.

E me deu uma grade palmada no bumbum. Eu estava de saia, e era uma saia fina e muito justa. Não seria uma proteção eficaz, e por isso a palmada doeu muito.

- AIIII... amor, não faz isso, isso doi!
- É para doer mesmo!

E ele continuou a dar palmadas: PLAFT, PLAFT, PLAFT...

- Sabe porque faço isso? - Ele disse enquanto batia: PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - é porque te amo! - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - e eu quero muito uma coisa - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT... - que você leve a sério quando eu digo que vou te dar palmadas - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT... - porque eu quero ter certeza - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - que você vai obedecer e se comportar - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - porque se eu mandar será sempre para o seu bem, entendeu? - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - você pode detestar isso - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - mas prefiro você me detestando e não querendo mais morrer, entendeu? - PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT.... - por isso eu vou te dar muita, mas muita palmada no seu bumbum, para você me levar a sério quando eu falar para você nem tentar mais morrer. E vai ser muita, muita, MUITA!!!

E tome palmada no meu bumbum: PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT...

Eu chorava, porque era muita dor, mas também muita vergonha. E a vergonha era maior porque eu sabia que tinha me comportado muito mal pensando tanto em suicídio e escrevendo besteira para ele e de certa forma merecia as palmadas.

PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT....

E ele acabou de bater... eu estava chorando. Eu acho que ele ainda ia me dar alguma ordem ou uma bronca, mas ele ficou com pena de me ver chorando. Então, ele me abraçou, me beijou, e disse:

- Essa minha noivinha maluquinha que quer morrer... mas agora não quer mais não, né?
- Nãooo... - disse eu, suspirando nos braços dele... o abraço dele é tão gostoso, e por incrível que pareça ficou ainda mais gostoso com as palmadas...

Aí, ele ficou sério, parou com o abraço, me olhou nos olhos e disse:

- Ainda bem que não, porque da próxima vez eu vou levantar a saia e abaixar suas calcinhas!

Eu olhei para ele com medo, porque eu sabia que ela falava sério e ia me dar palmadas mesmo com a saia levantada e sem calcinhas – e eu morreria de vergonha, além da dor!

- Eu sei que prometi que só veria seu corpo depois do casamento, porque você é uma moça séria que quer merecer o belo vestido branco que vai usar, mas se for para minha querida donzela parar de pensar em morte eu faço isso que falei! - ele disse, e me beijou, e disse mais: - eu te amo, querida, eu te amo, eu te amo... por isso que da próxima vez eu vou te levantar a saia e abaixar as calcinhas para te dar palmadas. Eu te amo e te respeito, e eu prometi que não veria seu corpo antes do casamento, mas nesse caso será para que no dia do nosso casamento o seu corpo esteja saudável, vivo e saudável. Porque eu te amo, te amo e te amo....

E ele me beijou e me abraçou de novo, ele realmente me ama muito e me respeita muito... mas ele falou sério, da próxima vez que precisar me dar palmadas ele levantará minha saia e baixará minhas calcinhas.

E o meu bumbum ainda está dolorido, aí.... nem quero mais pensar em tentar me matar de novo nem quero mais falar em morte... só de pensar em apanhar sem saia e sem calcinhas para proteger o bumbum das palmadas eu me arrepio toda de medo... e também tem a vergonha, nossa, homem nenhum ainda me viu nua... seria a maior vergonha da minha vida e pior que seria minha culpa.”

Ana Maria terminou a história, e ela e Júlia ficaram se olhando, pensativas. Depois de alguns minutos a Júlia falou:

- Sabe o que eu acho? Que seu noivo fez muito bem. Você tem que viver, suicídio é um pecado sem perdão. E falar nisso também é pecado. E você não iria sofrer sozinha, seu pai, sua mãe, seus irmãos, seus amigos... todos chorariam por você... seu noivo realmente te ama e ele quis proteger você de você mesma. E sabe o acho? Que ele tem toda razão.
- Eu também acho que ele tem razão, mas agora... agora eu não posso sentar direito! Já tem dois dias que não sento direito, que preciso de uma almofadinha para poder sentar!

A Ana Maria fazia beicinho enquanto esfregava o bumbum... do lado de fora, um passarinho cantava belamente. Aquela espécie de pássaro, segundo uma lenda da região, quando cantava na porta de uma donzela preste a se casar, era um sinal de felicidade no casamento.

Monday, December 26, 2011

Faça o que eles dizem, minha filha - Conto de João Palmadas e Princesa Aninha

- Ah não, não, não... eu quero muito ir para a festa da Emily.
- Não podemos deixar, senhorita Paris, temos informações de que é perigoso.
- DROGA!

E Paris, filha de Michael Jackson, saiu pisando fundo e batendo a porta.

Pobre adolescente rica... Paris era órfã desde os 13 anos, idade em que as filhas idealizam todos os pais, bons ou maus. E Michael Jackson tinha sido até um bom pai. É verdade que poderia ter participado mais da vida dos meninos, afinal ele estava em turnês pelo mundo afora na maior parte do tempo, mas isso era mais do que compensado pela maneira de aproveitar o tempo que passava com eles.

E depois... bem, ele morreu. Paris chorou, sofreu muito nos primeiros meses, depois se recuperou. Mas nunca, nunca mesmo, superou a saudade do pai. Que pai seria ele, hoje? Será que ela precisaria de um batalhão de guarda-costas a vigiá-la e a vigiar todas as amigas dela? Será que Michael Jackson aprovaria ou até exigiria esse batalhão de chatos que inibiam todos os seus movimentos, que limitava sua vida social, que decidia para onde ela podia ou não podia ir?

Tudo por causa de uma batida policial alguns meses atrás! O FBI tinha descoberto, numa tocaia a um grupo terrorista árabe, um plano para sequestrar várias celebridades milionárias, pedindo resgaste. E Paris era uma dessas celebridades. Os terroristas tinham todos os dados, onde ela ia, quem eram suas amigas, a que horas saia e chegava em casa, como ela ia à High School, etc.

Daí, o FBI exigiu que Paris e outras celebridades ficassem sob segurança máxima. O advogado da família Jackson convenceu o FBI a permitir que Paris tivesse segurança particular, o que seria mais ameno. Mas ele teve que prometer que a filha de Michael Jackson diminuiria sua imensa e badalada vida social, pelo menos até que alguns terroristas fossem presos.

Paris era uma good girl, como dizem nos EUA, mas gostava muito de festas, de dançar. Para ela, ir a quatro festas por mês em vez das oito a que estava acostumada, e deixar de ir a shows e danceterias era muito difícil. Por isso, se tornou um tanto rebelde, bebendo às vezes e arrumando algumas confusões com as amigas dela. Depois, na manhã seguinte, ela sempre se arrependia, mas depois do arrependimento voltava a vontade de sair como antes, aproveitando a juventude, como todos faziam...

Bem, agora ela tinha que ficar em casa. “Mas tudo bem”, Paris dizia para si mesma, “eu tenho um plano”. Ela vestiu sua camisola, e deitou-se para dormir. E ela sonhou...

* * *

Paris sonhou que estava num grande teatro vazio, e no palco Michael estava em pé, com um microfone na mão. Quando ele a viu, ele disse:

- Venha para cá, filha!

Filha... Paris se sentia estranha, sendo chamada de filha por um homem que era uma lenda... tinha muita saudade dele. Paris sempre achara que era por tê-lo perdido cedo e por ele ser uma celebridade endeusada que ela amava muito seu pai. Mas agora ela sentia que não era isso. Era porque sentia que seu pai era um homem bom. Ela sempre sentira isso. Ele amava de verdade os filhos, e amava de verdade Paris. Ele era um bom homem.

Paris foi até o palco, e andou até seu pai. Michael a abraçou e a beijou na testa, e começaram a conversar.

- Querida, como você tem passado esses anos todos?
- Bem, papai. Mas tenho saudade.
- Eu também filha. Mas eu te visito em sonhos, sabia disso?
- Não, não sabia, mas agora... agora eu estou me lembrando que já sonhei com você, sim.
- Eu tenho tentado te ajudar, minha filha, tenho cuidado de você.

Paris se sentiu confortada e protegida. Mas Michael Jackson também disse?

- Por isso, minha filha, estou muito triste com você hoje.
- Triste, papai? Mas por que?
- Porque eu sei que você está pensando em enganar seus seguranças e fugir da nossa mansão no meio da madrugada, e por isso você resolveu dormir à tarde.

Paris olhou para o lado, meio emburrada, como uma menina que percebeu que não vai ter uma coisa que queria.

- Por isso eu vim hoje, filha, para dizer que você não vai fazer isso.
- Mas papai...
- Nada de mais, você não vai.
- Ah, vou sim, eu quero me divertir.
- Filha, sua diversão vale mais que sua vida?
- Mas...

Paris ficou de braços cruzados, emburrada. Michael Jackson ficou balançando a cabeça, com tristeza.

- Bem, minha filha, eu não acredito que sua diversão vale mais do que sua vida. E vejo que te faltou disciplina. Terei que ser duro pela primeira vez? Não quero fazer isso, mas você com suas atitudes me obriga... Sempre viajei muito, e quando estava com meus filhos sempre preferi brincar com vocês a educá-los... mas agora é questão de vida ou morte e em questão de vida ou morte eu não posso relevar sua teimosia, minha querida.
- O que você quer dizer com isso, pai?
- Que terei que dar palmadas em você, filha.

Do nada, surgiu uma cadeira sem braços, e Michael Jackson se sentou nela. Paris tentou se afastar, mas seu pai foi mais rápido e a puxou com força, fazendo-a deitar-se de bruços em seu colo.

- Papai, o que é isso, o que... ai!
- Paris, eu nem mesmo levantei sua camisola... e nem vou levantar, porque não acho certo que minha filhinha mostre o bumbum para alguém... mas umas palmadinhas vou dar sim.

Michael Jackson, com efeito, desceu mais cinco vezes sua mão no bumbum de Paris ( PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT, PLAFT) e depois a levantou, com calma. A mocinha chorava baixinho.

- Puxa papai, você nunca deu palmada na gente...

O Michael Jackson beijou sua filha de novo.

- Filha, pense nisso. Eu não quero endurecer de verdade, quero que você viva. Fique mais uns dias se divertindo menos, para viver e se divertir muito mais depois, viu?

Paris concordou com a cabeça, ainda chorando um pouquinho.

- Vem cá, minha filha.

Então, Michael Jackson e Paris se abraçaram.

- Você é minha princesinha do pop, minha sweet little girl... sabia que você pode ter cem anos, será sempre minha sweet little girl?
- Sei, papai.
- E vai desistir dessa história de tentar escapar da segurança para se divertir com suas amigas?
- Vou, papai.
- Promete, meu pequeno tesouro, você promete?
- Prometo, papai, prometo que vou desistir de tentar enganar os seguranças.
- Então descansa aqui, minha filha, no colo do papai...


* * *

- Hã, o que...

Paris acordou. Que sonho ela tinha tido. Ela pensava no pai, nas coisas que ele tinha dito no sonho... parecia tão real...

E o bumbum dela ardia um pouquinho, também. Paris encostou as mãos no bumbum e sentiu que ardia. Deu um gemidinho, de dor... e de medo, também.

- Foi só um sonho, foi só um sonho... só um sonho, só isso, só um sonho...

E Paris pensou em seu plano. Acordou depois da meia noite, como planejado. Então, ela repensou o que tinha planejado: a segurança provavelmente iria relaxar, e ela conhecia todas as portas e saídas da mansão, que era tão grande que poderia ser um labirinto. Ela também sabia onde estavam as chaves da casa, seria fácil sair e ligar para suas amigas pelo celular. Aí poderia se divertir a noite inteira, lá onde os seguranças não queriam que ela fosse porque achavam arriscado demais. O plano tinha mais detalhes, mas o essencial era isso.

Então, Paris andou pela casa com uma lanterna, pois não quis acender nenhuma luz para não chamar a atenção dos seguranças, e foi até um escritório onde estavam as chaves da mansão. Ela abriu a porta e ouviu “Não”!

Paris olhou para os lados, assustada. Parecia a voz do Michael Jackson. Mas ela se tranquilizou logo: “Foi só um sonho, só um sonho, só um sonho, um sonho e nada mais... só um sonho...”. Ela respirou fundo e entrou no escritório.

Paris foi até a mesa, abriu a gaveta, e ouviu a voz falando de novo:

- Não ouse pegar essas chaves!

Paris tremeu e quase desmaiou. Olhou para os lados de novo. Não havia ninguém. Não tinha ninguém. O pai dela estava morto há muito tempo. Ela tinha vontade muito grande de se divertir. Respirou fundo de novo e pensou: “não há ninguém aqui, eu que fiquei muito impressionado com o sonho, é só isso, só isso...” Paris ainda tremia. Suas mãos tremiam, quando as colocou na gaveta. Olhou em volta para ter certeza, não havia ninguém. Não, não havia ninguém. Com certeza, não havia ninguém. Criou coragem e pegou as chaves.

E quando pegou as chaves, sentiu que algo a puxava até a cadeira e ela se viu novamente deitada com o bumbum para cima. Parecia estar no colo de alguém e imaginou um homem parecido com seu pai, mas ainda estava escuro e ela não viu bem. Mas a voz da pessoa que a dominava na cadeira era a voz de seu pai, que dizia:

- Você prometeu!

E enquanto dizia dava palmadas: PLAFT!

- Prometeu!

PLAFT

- Prometeu sim!

PLAFT

- Prometeu... e não quer cumprir!

PLAFT

- Por isso eu tenho que castigar, entende?

PLAFT

- Porque você promete, não cumpre, e porque preciso te proteger, e quero que viva muito!

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT

- Quero que viva e se proteja, entendeu?

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT

- Você sempre será minha princesinha, minha sweet litle girl, meu pequeno e maravilhoso tesouro, e eu sempre vou evitar te castigar, mas se for para que você viva e aprenda a não se arriscar por tolices, eu castigo sim!

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT

- Castigo sim!

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT

- Agora chega. Volte para seu quarto. Eu nem levantei a camisola dessa vez, mas da próxima vez você vai apanhar com o bumbum à mostra, entendeu?
- ai... aiiii.... entendi, papai... sniff... entendi sim....

E Paris correu para seu quarto na mansão que herdou de Michael Jackson. De camisola, a mocinha corria no escuro, pois tinha esquecido a lanterna no escritório. Correu, entrou no quarto, entrou debaixo dos cobertores e...

* * *

… e acordou de novo. Na primeira vez não tinha acordado de verdade, ainda estava sonhando. Mas agora acordou mesmo. Nossa, pensava a mocinha, que pesadelos... que palmadas, também... Paris nunca imaginaria que o pai, tão legal, tão bonzinho, tão camarada com os filhos, pudesse dar palmadas no bumbum dela...

Ainda estava escuro. Talvez não fosse ainda três horas da madrugada. Ela tentou se levantar e...

- Aí!

… e sentiu o bumbum ficar em brasas quando o encostou na cama. Estava ardendo e muito, desta vez. Estava dolorido e quente, Paris sentiu quando passou a mão por ele de leve.

Paris se levantou da cama, foi ao espelho, levantou a camisola para olhar o bumbum e levou um susto: o bumbum dela estava vermelho como dois tomates, e cheios de marcas de dedos. Ela tinha realmente levado uma surra no bumbum e admitiu que não estava sonhando.

Olhou para o retrato do pai com ela ainda criança que tinha na cabeceira da cama e disse:

- Ok, papai, tudo bem, eu não vou mais sair hoje não, só vou sair quando a segurança autorizar, viu. E só vou dispensar os seguranças quando o FBI pegar todos os terroristas, tudo bem?

E Paris se deitou, talvez ainda pudesse cochilar mais um pouco até o dia amanhecer. Ela não tinha o hábito de levantar cedo, mas enquanto estivesse em perigo deixaria de se divertir pela madrugada afora. O bumbum ardia e doía muito, e Paris deitou de bruços. Parecia que ela ouvia o pai dizendo:

- Foi para o seu bem princesinha, foi para o seu bem... isso doeu mais em mim que em você. Agora durma minha criança.

Monday, August 08, 2011

TEIMOSA E DODÓI

Eu sou uma mulher casada, e sou uma mulher adulta. Eu faço o que quero quando quero. Mas o meu marido não concorda. Ele acha que tem que me tratar como criança e que tenho que obedecer como criança, e isso me deixa com muita raiva e acabo desobedecendo só porque não admito ser mandada. Eu o amo e sei que ele me ama, mas temos nossas brigas, que muitas vezes me deixam com o bumbum vermelho.

No mês passado, eu tive uma gripe muito forte, que me pôs na cama. O médico me deu 15 dias de licença, o que achei bom, mas me deu ordens de ficar na cama o máximo de tempo possível, o que achei ruim. O meu marido ficou preocupadíssimo, porque tive uma febre muito alta, uma enorme dor de cabeça e perdi todo apetite. Quando ele fica preocupado, ele fica autoritário. E disse muito sério para eu seguir todas as ordens do médico. Ele me conhece e sabe que não tenho paciência para ficar na cama, mas como a esperança é a última que morre, ele me mandou ficar.

Mandou! O verbo me dá tanta raiva... (menos quando o sujeito dele sou eu, é claro). Mas como eu estava mesmo me sentindo muito mal, eu obedeci desta vez. Acho que meu marido até ficou surpreso com isso.

Então, eu fiquei de cama, tomando remédio. O meu marido vinha e me dava os remédios. Ele vinha sempre na hora marcada e me via tomando os comprimidos e o xarope amargo. E quando ele vinha, ele me passava a mão na cabeça, alisava meu rosto, me beijava e me abraçava, e lia para mim uma revista que ele sabia que eu gostava até eu cochilar... então, ele me dava um beijo e saía, para voltar na hora marcada e me dar mais remédios, que eu tinha que tomar a cada seis horas. Ele vinha do serviço só para me dar os remédios, e programava o despertador para acordar a noite e me dar remédios. Ele me dava o xarope com uma colher, na boquinha, como se eu fosse um bebê, e colocava a pilula na boca para me dar ela quando me beijava... é um marido mandão, mas muito carinhoso.

Lá pelo quinto, sexto dia de convalescença, eu resolvi tentar caminhar pela casa, pois já estava me sentindo melhor. Eu andava uns cinco, dez minutos, e logo a tontura, a febre e a dor de cabeça voltavam, e eu voltava para a cama. Quando meu marido soube disso, me deu uma bronca, e eu não gostei. Ele me disse que eu precisava ficar de cama até melhorar, pois era para o meu bem, e eu respondi:

- Se eu me sinto bem, pouco importa o que o médico fala! Eu me sinto bem, não vou admitir ser tratada como se ainda estivesse doente!
- Mas você está, mocinha! Está doente e precisa ficar de cama!
- Eu não acho e eu decido!
- Se não estivesse tão dodói eu teria te dado já muitas palmadas... e vou dar, se você continuar teimando!

Eu fiquei de cama, emburrada. Sim, eu ainda não estava totalmente curada. Mas eu já podia andar um pouco, então vou andar um pouco, ora essa! Então, no outro dia, eu amanheci melhor, o meu marido estava no trabalho, então eu resolvi dar um passeio na rua. No elevador, eu tive uma dor de cabeça que deveria ter servido de aviso, mas quando teimo, eu teimo mesmo! E estava andando na rua, quando passei mal e caí no chão. Desmaei.

Acordei na cama de casa, um vizinho me viu e chamou meu marido, que me carregou nos braços até minha cama. Ele estava ajeitando o travesseiro debaixo da minha cabeça quando falou:

- Você é uma mocinha teimosa mesmo! Parece criança que precisa de palmadas! Sorte sua está tão dodói! Eu não sei porque tenho pena! Será que agora você vai obedecer? Ou eu vou ter que ficar aqui te vigiando em vez de trabalhar?

Ele estava com a expressão mais preocupada que eu já tinha visto. Eu estava mal demais para esboçar uma reação, e além disso eu tinha vergonha, por isso fiquei calada. Ele ligou para o médico, e marcou outro exame. Aí, ganhei mais uma semana de folga e meu marido mais uma semana de preocupação. O doutor também receitou um creme para passar no meu corpo, e meu marido me passava nas costas, enquanto me massageava. Ele fazia isso com carinho e paciência, e isso me fazia bem...

- Você não vai mais teimar, não é, meu amor? Você agora sabe que precisa mesmo se cuidar, não sabe, minha fofinha linda? Você me deixa tão bravo às vezes, teimando como teima... mas eu te amo, eu nunca vou deixar de te amar, eu te adoro...

E ele me beijava e me abraçava, depois de me massagear... enquanto estive doente, ele foi super dedicado e super carinhoso. A única coisa chata era ele dizendo de vez em quando que eu precisava de umas palmadas.

Então, depois de uns dias, eu me senti melhor de novo, e desta vez muito melhor. Eu andava pelo quarto, e não sentia nada. Resolvi passear um pouco na rua, e não senti nada. Eu me achava curada, mas ainda tinha alguns dias de folga, resolvi aproveitar para me divertir.

Foi quando meu marido chegou, e tinha uma cara de bravo e preocupado comigo. Ele foi logo dizendo:

- O vizinho me ligou avisando que você está passeando pela rua. Não sabe que tem que ficar de cama?
- Besteira, eu já estou boa.
- Mas o médico te mandou ficar de cama e você vai ficar!
- Não vou! Vou sair e tomar um soverte!
- Nem pensar! Trata de voltar para a cama e terminar de curar essa gripe!
- Não, eu vou tomar um soverte!
- Minha linda, eu estou pedindo.
- Eu vou tomar um soverte!
- Estou mandando!
- Ninguém manda em mim!

E saí. Ele foi atrás, mas eu corri até o elevador e fechei a porta antes dele entrar. Ele correu pela escada, mas não me alcançou, porque eu fui esperta e parei no primeiro andar, mandei o elevador para a garagem e sai do prédio pelo térreo.

Daí, eu fui até a soverteria. Quando ele me achou, eu estava saboreando um soverte gostoso e olhei para ele com expressão de desafio. Eu duvidava que ele se atrevesse a fazer alguma coisa. Por isso eu tive uma surpresa desagradável quando ele me pegou pela cintura, derrubando o soverte, e me carregou nos ombros até o carro.

Eu protestei, esperneei, esmurrei as costas dele, mas ele não me largou até me jogar dentro do carro, e me levou dali.

Eu ainda estava muito brava no carro, não tanto por ele ter me arrastado para lá quanto porque eu perdi meu soverte, e fui brigando com ele no caminho:

- Ora, quem você pensa que é? O corpo é meu, eu mando nele, eu que decido se preciso ou não me tratar, eu acho que estou boa e mesmo que não estivesse você não tem o direito de me obrigar a ficar em casa deitada na cama tomando remédios! Se eu quiser tomar remédio eu tomo e se eu quiser tomar soverte eu tomo! Porque eu mando em mim e sou dona do meu nariz! E você não tem o direito de me dar ordens como se eu fosse uma criança porque eu sou uma mulher adulta! E se eu ficar mais doente é problema meu e não seu! Pare o carro e me deixe sair!

Ele parou o carro, e não só me deixou sair como abriu a porta e me carregou para fora. Foi só então que notei que ele não tinha ido para nossa casa, e sim para um ponto de ônibus que ficava numa rua abandonada, onde passavam poucos carros. Foi quando ele me disse:

- Você não é dona de seu nariz, porque você não sabe cuidar de sua vida. Quem é adulto mostra maturidade e arriscar a saúde por um capricho não é sinal de maturidade. E nem foi só essa vez mas várias. Eu te amo, e quero tudo de bom para você. Mas se você vai agir como criança teimosa eu te tratarei como uma criança teimosa.

Disse isso, e me carregou até o ponto de ônibus onde ele se sentou e me deitou no colo com o bumbum para cima. Ele levantou minha saia e começou a baixar minhas calcinhas, e eu pedi, implorei:

- Não querido, por favor, eu vou morrer de vergonha se um carro passar!
- É para morrer de vergonha mesmo, que é só assim que você cria vergonha na cara!

Ele me deixou com o bumbum pelado e começou a me dar palmadas:

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT...

A mão dele descia forte no meu bumbum, cada palmada ardia como se a mão dele fosse de brasas... mas o pior era o medo de aparecer alguém, a estrada era deserta mas eu olhava para o asfalto, rezando para ninguém me ver... Eu tentava proteger meu bumbum com uma mão, porque com a outra eu não conseguia alcançar, mas meu marido segurava ela contra as minhas costas enquanto me dava palmadas e mais palmadas:

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT...

Então, eu vi um carro longe indo em nossa direção, e cobri o rosto, que ficou tão vermelho quanto meu bumbum deveria estar. O motorista não parou, acho que estava com pressa, mas deve ter visto a cena pela janela. Não sei quem era, tomara que não tenha sido nenhum conhecido, porque quem nos conhecesse saberia que era meu marido dando palmadas num bumbum que só poderia ser o meu... ai, era um carro parecido com o carro de um casal amigo nosso, até hoje eu tenho vergonha quando encontro um deles, embora não tenha certeza se eram eles e o carro deles naquele momento, em que me marido me ensinava a levar minha saúde a sério com palmadas bem fortes no meu bumbum:

PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT PLAFT....

Então, ele acabou. Finalmente, ele acabou. Meu rosto estava molhado de lágrimas, não tanto de dor quanto de vergonha. Eu tentei pegar a calcinha mas ele disse:

- Não, minha linda queridinha, minha fofinha que eu amo, nada de calcinha. E nem de saia. Quando chegarmos no prédio eu te empresto meu terno. Foi duro, não foi? Mas foi para o seu próprio bem. Para que você leve a sério o tratamento e fique boa logo, porque você me mata de preocupação quando está dodói. E saiba que vai ficar de castigo, depois dos dias em que você tem que ficar de cama. Nada de sair de casa no próximo mês para se divertir!

Eu obedeci, porque estava com vergonha e porque tinha medo de apanhar mais. Ele me emprestou o terno, mas só para eu descer do carro e andar de elevador. Eu tremia de vergonha, com medo que alguém percebesse que eu estava com o bumbum nu debaixo do terno dele e principalmente que meu bumbum tinha sido castigado com muitas palmadas.

Depois, em casa, ele veio me dar remédio na cama, me trazer a janta na cama, me fazer carinho e me abraçar e me beijar, e ainda passar um creme no meu bumbum, que estava bem vermelho, cheio de marcas de dedos, por causa das palmadas. Ele me fez prometer que não iria mais arriscar minha saúde e seguiria sempre as ordens do médico, porque era para o meu bem, ele não me mandava ficar na cama me tratando de graça mas porque me amava, e eu disse sim, eu sei, mas as palmadas foram muito fortes e eu tinha quase morrido de vergonha quando o outro carro passou perto de nós...

Depois, eu sarei completamente, e ele até me comprou um soverte gostoso, mas eu tive que ficar de castigo durante um mês. Foi muito embaraçoso, minhas amigas me convidavam para sair e eu dizia que não podia porque ainda estava me sentido mal da gripe e queria evitar o sereno, eu tinha vergonha de dizer que estava de castigo e se eu escapasse ia apanhar no bumbum de novo. Porque afinal não tem cabimento. Eu sou uma mulher adulta, não tem condição meu marido me botar de castigo e nem de bater no bumbum se eu fugir do castigo porque eu não sou mais criança há muito tempo. Mas me trata como seu eu fosse criança. Ele é carinhoso, dedicado, me ama de verdade e eu amo muito ele, mas ele me põe de castigo. E ele me bate no meu bumbum. Ele acha que tenho que ser disciplinada como se eu ainda fosse uma menininha. Quando ele vai entender que sou uma mulher adulta?