Monday, June 01, 2026

Mariana e Marieta, irmã branca e irmã negra 5

Capítulo 5


No mesmo dia em que surrou com um chinelo o bumbum da Julinha, a Chiquinha procurou o Coronel Ferro Durão e falou para ele que queria ensinar Julinha a ler e escrever, e depois tudo o que uma moça prendada de família rica aprendia, como a Mariana, e o Coronel gostou mais da proposta do que Chiquinha imaginava.

- Isso é uma boa ideia, Chiquinha. A Julinha pode ser minha secretária.
- Secretária?
- Sim, o Coronel Silva tem uma secretária, o Coronel Souza tem também, e outros coronéis estão começando a contratar secretárias, eu posso ter uma também. Quando ela estiver lendo, escrevendo e contando, vai começar a trabalhar.
- É muita bondade de sua parte, senhor Coronel, instruir uma donzela escrava e ainda lhe dar uma boa função.
- Eu posso castigar quem merece palmadas, Chiquinha, mas eu sei ser generoso com quem quer uma oportunidade e está disposto a fazer por merecer.
- E o senhor costuma estar certo nos dois casos, senhor Coronel.

Chiquinha bajulava o patrão, mas no fundo ela não se enganava: “O Coronel quer mais um bumbum para surrar. É melhor a Chiquinha tratar de ser uma boa secretária.”, pensava a Chiquinha. “Esse velho safado… Valha-me Deus, que ele pode ser ainda pior que a Mariana, e a Mariana já é terrível!” A Chiquinha não gostou dessa ideia da Julinha ser secretária, porque era óbvio que o Coronel ia aproveitar para corrigir a Julinha quando a Julinha precisasse – ou seja, ia dar muitas palmadas no bumbum da Julinha.

E a Chiquinha tinha ciúmes. Ela já não gostava muito de imaginar o Coronel dando palmadas no bumbum da Mariana, embora isso fosse normal, já que Mariana merecia e Mariana era a filha. “Com a Mariana ainda é aceitável, mas a Julinha!”, pensava Chiquinha, “A Julinha tem os pais dela, os pais dela podem surrar o bumbum dela!”. Mas o Coronel não iria perder a chance de ter mais um bumbum para surrar. E Chiquinha, ainda que emburrada, sabia que teria que aceitar. “Também, é culpa minha,” pensava Chiquinha, “eu devia ter pensado nisso.”

Bem, agora que a proposta tinha sido feita e aceita, o jeito era se preparar para dar aulas à Julinha. Logo, a Chiquinha teria dois bumbuns para surrar, a Mariana e a Julinha. E já imaginava que a loirinha rebelde e a mulata safadinha não deixariam de aprontar na aula. “Que aprontem,” pensava a Chiquinha, “se o Coronel pode surrá-las, eu também posso.”

Na semana seguinte, Chiquinha entrou na sala da mansão do Coronel que servia de sala de aula, com a Julinha atrás dela. A Mariana já estava lá, emburrada como sempre.

- Você deve saber, Mariana - disse Chiquinha -, que a Julinha terá aulas com você. Eu hoje vou te ensinar francês, e Julinha vai começar a aprender a ler.
- Sim, eu sei. - disse Mariana - O pai comentou comigo. Ele está contente porque terá uma secretária.

As três donzelas começaram a aula, sem maiores comentários. A Chiquinha tentava fazer a Mariana falar expressões em Francês, como Bon jour, Bon soir, Très bien, etc. A Julinha copiava as letras num caderninho: A a, B b, C c, D d, etc. Chiquinha corrigia a pronuncia da Mariana e explicava o som das letras para Julinha. Às vezes, a Mariana acertava a pronuncia de uma expressão, mas a Chiquinha tinha a impressão (e estava certa) de que a Mariana estava imitando ela, debochando. Isso ainda não era um motivo para surrar o bumbum da Mariana, mas a aula ainda não tinha terminado, e Chiquinha conhecia bem sua aluna.

Depois de meia hora, a Chiquinha foi ao banheiro, depois de passar exercícios escritos para suas duas pupilas. Cinco minutos depois, quando voltou, pegou as duas rindo e cochichando.

“Por que será que eu não estou surpresa?”, pensou Chiquinha, com um suspiro.

- Vocês sabem, mocinhas, - disse Chiquinha - que ficar cochichando e rindo durante a aula é uma falta de respeito e que falta de respeito é motivo de castigo.
- De castigo você entende, Chiquinha. - Disse Mariana.
- “Dona Chiquinha”, Mariana! Bem, com esse seu comportamento, você entenderá muito bem de castigo. Entenderá cada vez melhor.
- Mas não tão bem quanto você, Chiquinha, que com vinte e sete anos nas costas ainda apanha no bumbum.

A Chiquinha ficou dura como pedra, depois vermelha como pimentão. Olhou para Mariana, e Mariana tinha um sorrisinho irônico em seu belo rosto. Olhou para Julinha, e a mulata tinha se tornado branca, de tão pálida, e tremia.

A Chiquinha logo se recompôs.

- Isso será anotado como ofensa grave, Mariana. E, Julinha, eu não sei o que você contou para Mariana, mas fazer fofoca é ofensa grave, também. Vocês duas terão uma lição a mais no dia de castigo.
- Ah, quer dizer que é verdade? - Disse Mariana.

Chiquinha olhou para Mariana com ódio concentrado, e em troca Mariana riu na cara da Chiquinha. A Julinha, na sua cadeira, tremia de medo da surra de vara que lavaria, e ao mesmo tempo admirava a coragem da Mariana.

Bem, aquele dia era uma segunda-feira. As aulas prosseguiram tranquilamente até o sábado. Mas, pensando bem, “tranquilamente” não era uma boa palavra para descrever aulas em que duas alunas muito travessas provocavam e perturbavam uma preceptora muito severa. Talvez seja melhor falar “normalmente”, porque essas pequenas confusões eram normais nas aulas na fazenda do Coronel Ferro Durão.

Quando chegou o sábado, a Chiquinha reuniu suas duas alunas, contou as faltas de cada uma, e determinou que seriam quarenta chibatadas na Mariana e vinte chibatadas na Julinha. A Mariana até aprendia bem, mas seu comportamento era horrível. A Julinha se comportava melhor, mas uma analfabeta aprendendo a ler sempre comete erros, e esse erros precisavam ser corrigidos. Além do mais, a Julinha tinha que aprender a não sair por aí fofocando sobre sua preceptora.

- Então, esse sofá (Chiquinha falava do sofá que ficava na sala onde aconteciam as aulas) me parece bom para vocês duas se ajoelharem juntas, com seus bumbuns empinados, voltados para mim. - Chiquinha se voltou para Mariana e Julinha, e continuou: - não preciso dizer, eu acho, que vocês duas devem levantar suas saias e abaixar suas calçolas, porque as chibatadas devem ser no bumbum pelado.

A Mariana ouvia Chiquinha com um sorriso irônico. “Será que ela pensa mesmo que vai me castigar? Se pensa, essa solteirona é mais tola do que parece.”, pensava a Mariana. Já a Julinha estava apreensiva pelas chibatadas, afinal ela nunca tinha apanhado de chicotinho antes, embora já tivesse levado muitas chineladas no bumbum na vida. E também, Julinha estava pensando na surra que a Chiquinha iria levar depois, do Coronel Ferro Durão. Seriam quantas, sete palmadas para cada chibatada na Mariana? Então, seriam duzentas e oitenta palmadas? Ou até mais, se a Chiquinha botasse a mão na frente do bumbum, para se proteger das palmadas? Julinha era uma donzela mulata, mas o bumbum das duas donzelas brancas ficariam em pior situação que o dela, sem dúvida.

“Se essas duas soubessem como são belas”, pensava Chiquinha, “elas, com seus bumbuns lado a lado, um bumbum branquinho e outro marrom claro, ambos esperando o chicotinho… E o meu, branquinho e tímido, esperando as palmadas…”.

Assim, foi muito excitada que Chiquinha desceu o chicotinho no bumbum da Mariana, duas vezes.

ZAPT!
ZAPT!

E depois, uma vez no bumbum da Julinha.

ZAPT!

E novamente, Chiquinha bateu com o chicotinho duas vezes no bumbum da Mariana e uma vez no bumbum da Julinha.

ZAPT!
ZAPT!

E

ZAPT!

Chiquinha olhou bem para os bumbuns de Mariana e Julinha. O bumbum de Julinha tinha duas listas da cor vermelho-escuro, como é natural, já que era um bumbum marrom-claro, como convém a uma donzela mulata. Já o bumbum da Mariana, branco como leite, tinha quatro listas vermelho vivo, bem vivo, que se destacavam mais do as listas vermelho-escuro do bumbum da Julinha. Elas aumentavam a beleza do bumbum da Mariana, como Chiquinha não pode deixar de notar, e isso parecia deixar a Mariana mais vaidosa.

“Safada sem-vergonha!”, pensou Chiquinha.

Chiquinha bateu com mais força ainda o bumbum de Mariana e, desta vez, decidiu bater com força e sem parar, as trinta e seis chibatadas restantes.

ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT!

As duas, Chiquinha e Mariana, estavam respirando ofegantemente quando as chibatadas terminaram. Chiquinha tremia. E Mariana estava quase desmaiada, dependurada no encosto do sofá, com o bumbum pra cima e a mão direita… na vagina. Mariana não resistiu, e tinha começado a se esfregar durante a surra, na frente da Chiquinha e da Julinha, sem nenhuma vergonha. Chiquinha só percebeu depois de terminar de “castigar” a Mariana.

Mas nem foi isso que deixou Chiquinha furiosa. O que fez a preceptora bufar de ódio foi reconhecer em si mesma a vontade terrível de se esfregar, encostar a mão em seu cabaço de solteirona e mexer, mexer, mexer até gozar, como Mariana estava fazendo.

- Sua vez, Julinha! - disse Chiquinha. - Veremos se você ainda tem cara para fazer fofocas a meu respeito depois de hoje.

E a Chiquinha bateu. Bateu com o chicotinho. Chibatou com força o bumbum da adolescente mulata, deixando mais dezesseis listas escuras no bumbum marrom claro, que, naturalmente, ficou ainda mais bonito.

ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT! ZAPT!

Terminado o castigo, Chiquinha olhou para os dois bumbuns que tinha a disposição para surrar. O bumbum outrora branquinho de Mariana estava bem vermelho e cheio de listas ainda mais vermelhas, algumas até roxas. Parecia que estava inchado. Pelo menos, parecia ter quase o tamanho do bumbum da mulata Julinha, que era normalmente era maior que o da Mariana, embora o bumbum da Mariana já fosse maior que os bumbuns da maioria das moças brancas. Estava muito bonito.

Já o bumbum da Julinha estava vermelho-escuro, mas não roxo. As listas deixadas pelo chicotinho eram escuras, e combinavam bem com a pele marrom-claro de suas nádegas. Chiquinha encostou a mão no bumbum chibatado de sua criada e aluna, e percebeu que estava um pouco quente. Ela imaginou então que o bumbum de Mariana devia estar mais quente ainda. Mas não, chibatadas não esquentam tanto quanto palmadas ou chineladas, e isso Chiquinha não sabia, porque ainda não tinha muita experiência com surras no bumbum. O bumbum da Mariana estava latejando, mas não muito mais quente que o bumbum da Julinha.

Chiquinha percebeu que a respiração de Julinha estava também um pouco ofegante, e que a mulata parecia querer levar a mão direita ao cabaço. Chiquinha então disse:

- Mocinha, comporte-se! Não seja sem-vergonha como essa aí! Olha que eu posso contar aos seus pais! Quer apanhar duas vezes no mesmo dia?

A Julinha então se conteve. Ela iria deixar sua siririca de donzela para mais tarde, no quarto, quando todos estivessem dormindo.

- Vocês duas, arrumem-se e vão para seus quartos! - disse Chiquinha - Eu irei apresentar meu relatório ao Coronel. Espero que vocês aproveitem seu tempo de folga para estudar e melhorar na próxima semana.

A Julinha se recompôs logo, mas Mariana continuava se esfregando. Ela já tinha gozado uma vez, e queria gozar de novo, com seu bumbum ainda muito dolorido. Chiquinha saiu da sala sem olhar para suas alunas, com uma expressão bem severa.

No comments: